IBGE prevê alta de 4,2% na safra de grãos de 2020

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IBGE prevê alta de 4,2% na safra de grãos de 2020 (Foto: Pexels) IBGE prevê alta de 4,2% na safra de grãos de 2020

A estimativa de agosto de 2020 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 251,7 milhões de toneladas e se manteve no patamar recorde na série histórica do IBGE, ficando 4,2% (mais 10,2 milhões de toneladas) acima da safra 2019 (241,5 milhões de toneladas) e 0,5% superior (mais 1,2 milhão de toneladas) à estimativa de julho.

A área a ser colhida foi de 65,2 milhões de hectares, com alta de 3,1% (mais 1,9 milhão de hectares) frente à área colhida em 2019. Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 0,4% (271,4 mil hectares).

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos do grupo, somam 92,3% da estimativa da produção e 87,2% da área a ser colhida. Em relação a 2019, houve acréscimos de 3,0% na área do milho (mais 3,3% na primeira safra e 2,9% na segunda); de 3,5% na área da soja e de 0,1% na área do algodão herbáceo, com queda de 1,5% na área de arroz. Na produção, estimam-se altas de 6,6% para a soja, de 7,2% para o arroz e de 0,3% para o algodão, bem como decréscimo de 0,4% para o milho (mais 2,1% na primeira safra e menos 1,2% na segunda).

Para a soja foi estimada uma produção de 121,0 milhões de toneladas; para o milho, de 100,2 milhões de toneladas (26,5 milhões de toneladas na primeira safra e 73,7 milhões de toneladas na segunda); para o arroz, de 11,0 milhões de toneladas e, para o algodão, de 6,9 milhões de toneladas.

Em relação ao mês anterior, houve aumentos nas estimativas da produção da batata-inglesa 2ª safra (1,8% ou 20,5 mil toneladas), cana-de-açúcar (1,2% ou 8,5 milhões de toneladas), do café arábica (1,1% ou 29,4 mil toneladas), do milho 2ª safra (0,8% ou 606,2 mil toneladas), da soja (0,7% ou 838,2 mil toneladas) e do café canephora (0,6% ou 5,6 mil toneladas). Por outro lado, são previstos declínios na produção do trigo (-2,1% ou 153,0 mil toneladas), do feijão 1ª safra (-1,4% ou 18,7 mil toneladas), da batata-inglesa 3ª safra (-0,8% ou 5,6 mil toneladas), do feijão 2ª safra (-0,6% ou 6,5 mil toneladas) do milho 1ª safra (-0,6% ou 166,0 mil toneladas) e da batata-inglesa 1ª safra (-0,0 ou 317 toneladas). 

Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com participação de 28,6%, seguido pelo Paraná (16,2%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,0%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representaram 79,9% do total nacional. As altas nas estimativas da produção, em relação a julho, ocorreram no Mato Grosso do Sul (418,9 mil toneladas), Goiás (339,4 mil toneladas), Minas Gerais (209,6 mil toneladas), Bahia (1781 mil toneladas), Sergipe (98,2 mil toneladas), Distrito Federal (21,0 mil toneladas), Maranhão (6,5 mil toneladas) e Pará (494 toneladas). Já as negativas, no Paraná (menos 28,6 mil toneladas), em Pernambuco (menos 21,0 mil toneladas), Ceará (menos 18,8 mil toneladas), Paraíba (menos 18,8 mil toneladas), Tocantins (menos 5,3 mil toneladas), Alagoas (4, 3 mil toneladas), Rio Grande do Norte (menos 1,5 mil toneladas), Espírito Santo (menos 267 toneladas) e Rio de Janeiro (menos 65 toneladas).

Entre as regiões, o Centro-Oeste participa com 47,2% (118,8 milhões de toneladas); o Sul, 29,5% (74,3 milhões de toneladas); o Sudeste, 10,2% (25,8 milhões de toneladas); o Nordeste, 8,8% (22,2 milhões de toneladas) e o Norte, 4,3% (10,8 milhões de toneladas). Apresentaram aumento na produção: Centro-Oeste (6,5%), Região Norte (9,6%), Região Nordeste (15,0%) e Região Sudeste (8,8%). Apenas o Sul apresentou declínio (3,8%).

(Redação – Investimentos e Notícias)