PMI de serviços do Brasil registra 27,6 pontos em maio

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PMI de serviços do Brasil registra 27,6 pontos em maio (Foto: Pexels) PMI de serviços do Brasil registra 27,6 pontos em maio

Os dados do PMI de maio indicaram que a pandemia de coronavírus de 2019 (COVID-19) continuou a ter um impacto severo no desempenho da economia do setor brasileiro de serviços, segundo dados do Instituto Markit Economics. A atividade caiu a uma taxa próxima ao recorde para a pesquisa registrado em abril, ao passo que o volume de novos negócios se contraiu a um ritmo sem precedentes. O corte de empregos também se intensificou e foi o segundo mais acentuado em mais de treze anos de coleta de dados, com o grau de otimismo no futuro se mantendo negativo no geral.

Os dados relativos aos preços mostraram que as despesas operacionais continuaram a crescer, mas apenas modestamente e pela taxa mais lenta dos últimos cinco anos. O desconto das tarifas médias intensificou-se, com as empresas se esforçando para manter os clientes em meio a um clima de negócios difícil.

O Índice de Atividade de Negócios do setor de serviços, IHS Markit para o Brasil, sazonalmente ajustado, ficou quase inalterado em maio ao registrar 27,6 em comparação com o valor de 27,4 em abril. A leitura mais recente foi indicativa de outra contração substancial na atividade do setor dos serviços.

A pandemia da COVID-19 continuou a ser uma característica dominante nas evidências fornecidas pelos provedores brasileiros de serviços. As limitações impostas à atividade econômica foram amplamente relatadas como tendo pressionado a demanda e o volume de novos negócios, tanto em nível interno quanto para clientes estrangeiros. A pesquisa de maio mostrou que, de um modo geral, o volume de novos negócios diminuiu pelo terceiro mês consecutivo e a um novo ritmo recorde para a pesquisa. Mesmo não tendo caído pelo mesmo nível que o recorde observado em abril, os novos negócios de exportação continuaram a cair acentuadamente.

Com o volume de trabalho continuando a diminuir, de um modo geral, as empresas optaram por fazer novas reduções no nível de funcionários. A queda mais recente nos níveis de pessoal foi considerável, se acelerando e atingindo a segunda taxa mais acentuada na história da pesquisa. Neste estágio, o nível de empregos diminuiu em três meses consecutivos.

A perda de empregos foi, em parte, motivada por questões de custos. Embora as despesas operacionais continuassem a crescer, isso se deu apenas moderadamente e ao ritmo mais lento em mais de cinco anos. Ficaram também evidenciados custos de combustíveis mais baixos freando a inflação. Em comparação, muitas empresas continuaram a indicar que o preço de equipamentos de proteção individual tinha crescido em maio.

Com a demanda por serviços em baixa, e os fornecedores tentando manter os clientes existentes, as ofertas de descontos foram cada vez mais generalizadas em maio. Segundo os dados mais recentes, os preços cobrados foram reduzidos pelo segundo mês consecutivo, com a taxa de deflação sendo a mais acentuada em quatro anos.

Por fim, os provedores brasileiros de serviços permaneceram pessimistas, de um modo geral, quanto aos níveis de atividade no futuro. Embora não tão negativos quanto os que foram registrados pelo recorde para a pesquisa em abril, os dados de maio identificaram um terceiro mês consecutivo em que as empresas indicaram um grau de pessimismo para a atividade durante os próximos doze meses. O impacto a longo prazo na atividade e no desempenho das empresas continua a ser preocupante, devido à pandemia da COVID-19.

PMI Composto

O Índice Consolidado de dados de Produção cresceu em maio pela primeira vez em quatro meses, embora tenha permanecido muito abaixo da marca de 50,0, indicativa de ausência de mudanças, indicando outra queda considerável da atividade do setor privado. Ao registrar 28,1, o índice foi apenas ligeiramente superior ao recorde de baixa de 26,5 registrado em abril, já que o volume de produção continuou a se contrair acentuadamente, tanto na economia do setor industrial quanto na de serviços.

Os volumes de novos negócios recebidos foram novamente bastante mais baixos, caindo a uma taxa quase inalterada em relação ao recorde para as séries observado em abril. As restrições relacionadas ao surto da COVID-19 continuaram a pressionar a demanda, tanto para produtos manufaturados quanto para serviços.

O grau de otimismo no futuro permaneceu contido em maio. Porém, com os fabricantes tendo se mostrado mais otimistas em relação às perspectivas, o sentimento do setor privado ficou, de um modo geral, apenas ligeiramente positivo, tendo crescido em comparação com o recorde de baixa observado em abril. Apesar disso, o corte de empregos continuou, e pela taxa mais acentuada dos últimos quatro anos.

Por fim, a inflação dos custos de insumos foi um pouco mais baixa em maio, atingindo um recorde de baixa de cinco anos e meio. Os preços cobrados do setor privado foram reduzidos pela primeira vez em mais de dois anos e meio.

(Redação – Investimentos e Notícias)