PMI industrial do Brasil atinge novo recorde em agosto

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PMI industrial do Brasil atinge novo recorde em agosto (Foto: Pexels) PMI industrial do Brasil atinge novo recorde em agosto

A economia industrial brasileira manteve um impulso positivo considerável em agosto, com novos recordes de aumento sendo registrados nos volumes de produção, de novos pedidos e de compras, segundo dados do Markit Economics. Foram relatados fortalecimentos na demanda e na atividade do mercado interno em sintonia com a recuperação observada após a paralisação causada pela pandemia do coronavírus de 2019 (COVID-19). Foram acrescentados postos de trabalho novamente, e da maneira mais significativa em dez anos e meio.

Contudo, a lucratividade foi colocada sob pressão considerável, com os preços de insumos aumentando a um ritmo sem precedentes e considerável, como consequência de movimentos de taxas de câmbio desfavoráveis e uma escassez de materiais junto aos fornecedores.

Após o ajuste para fatores sazonais, o Índice Gerente de Compras™ - PMI® IHS Markit, se fortaleceu, registrando 64,7 em agosto, em comparação com o valor de 58,2 observado em julho. A leitura mais recente do PMI foi sem precedentes na história da pesquisa e o índice registrou acima da marca de 50,0, indicativa de ausência de mudanças, por três meses consecutivos, após os recordes de baixa observados em abril e maio relacionados com a paralisação.

O aumento do PMI durante o último período da pesquisa foi impulsionado por crescimentos recordes nos volumes de produção e de novos pedidos. As empresas relataram que a demanda estava sustentando a recuperação das contrações relacionadas com a paralisação no início do ano, com a atividade de mercado se aquecendo nitidamente. Contudo, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo mercado interno: os novos pedidos para exportação se contraíram pelo décimo segundo mês consecutivo, com a demanda proveniente do exterior continuando a desapontar.

As tendências positivas dos volumes de novos pedidos e de produção, de um modo geral, ajudaram a impulsionar um aumento considerável da atividade de compra. O crescimento foi também o mais acentuado na história da pesquisa e colocou os fornecedores sob uma pressão considerável. Os prazos médios de entrega se deterioraram a uma taxa sem precedentes, com as empresas relatando que os fornecedores não só não tinham estoques suficientes para lidar com uma demanda mais elevada, como também continuaram a enfrentar visíveis dificuldades logísticas devido à COVID-19.

A escassez de estoques e o crescimento da demanda, além de taxas de câmbio desfavoráveis, fizeram com que os custos operacionais, de um modo geral, aumentassem a um ritmo considerável ao longo do mês. Na realidade, os dados mais recentes indicaram que a inflação de preço de insumos foi sem precedentes na história da pesquisa. Os fabricantes brasileiros responderam aumentando acentuadamente os seus preços cobrados, e a um ritmo recorde.

O forte aumento no total de novos pedidos exerceu pressão sobre a capacidade em agosto, como ficou evidenciado pelo crescimento mais forte nos pedidos em atraso registrado pela pesquisa em mais de dois anos. Como resultado, o número de funcionários aumentou, com a taxa de crescimento se acelerando nitidamente e atingindo o seu nível mais elevado em dez anos e meio.

Por fim, analisando os próximos doze meses, o grau de otimismo em relação ao futuro permaneceu elevado, já que a maioria das empresas espera um aumento na atividade em comparação com os níveis atuais. As empresas preveem amplamente que as vendas irão manter a sua trajetória positiva, com a continuação da recuperação da pandemia da COVID-19.

(Redação – Investimentos e Notícias)