Carteira recomendada da Toro Investimentos para setembro de 2020

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Carteira recomendada da Toro Investimentos para setembro de 2020 (Foto: Pexels) Carteira recomendada da Toro Investimentos para setembro de 2020

Agosto foi o primeiro mês de desempenho negativo do Ibovespa desde a aguda crise relacionada ao coronavírus em março. Se a expectativa na virada do mês era de avanço na pauta reformista do Governo, o caminho dificilmente poderia ter sido tão diferente. 

De acordo com analistas da Toro Investimentos, a reforma tributária não trouxe novos capítulos, membros importantes do Ministério da Economia se demitiram e a própria permanência de Paulo Guedes segue incerta. Apesar dos ruídos, os dados econômicos têm mostrado rápida recuperação tanto no Brasil, como no exterior. Os Bancos Centrais têm ampliado os estímulos, enquanto os pacotes fiscais também devem ter papel relevante na sustentação da economia. Foram esses fatores positivos que seguraram a Bolsa brasileira impedindo uma queda além dos -3,4%

Para setembro

Segundo analistas da Toro Investimentos, o clima não deve mudar muito em setembro. O grande risco no radar continua a ser a permanência (ou não) de Paulo Guedes à frente do Ministério da economia. Por outro lado, a divulgação do PIB tem potencial para ser um catalisador positivo, caso venha acima do esperado e em linha com os demais indicadores econômicos. 

Já no exterior, o espaço para novos estímulos vai se tornando mais limitado, conforme os diversos instrumentos à disposição dos governos são colocados em ação. A própria Bolsa americana já supera seu nível pré-crise e atinge o maior patamar da história, o que também dificulta avanços mais robustos que possam puxar com ela o Ibovespa. Portanto, o sentimento de cautela predomina entre os investidores mesmo com a tendência sendo de alta.

Empresas

Bradesco: O Bradesco (BBDC4) continua apresentando boa performance, mesmo diante da crise. As operações de seguros, seu diferencial, junto com previdência e capitalização cresceram no último trimestre. O Banco adotou maior cautela fazendo um reforço nas provisões (PDD) para enfrentar a conjuntura mais crítica e conseguiu reduzir as despesas operacionais. Além disso, se destacam a melhora nos índices de inadimplência, o aumento do índice de cobertura do Banco e o crescimento da carteira.

Gerdau: Com cenário de retomada da atividade econômica mundial pós pandemia, o setor de siderurgia e metalurgia deve voltar a normalidade. As ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) negociam em tendência de alta. Acreditamos que esse viés de valorização deve continuar no curto prazo. A superação da região de preço de 9,40, pode gerar fluxo comprador para impulsionar o papel para preços negociados antes da pandemia.

JBS: As empresas com maior exposição a exportações devem continuar se beneficiando de um cenário de valorização do dólar. As companhias de exploração de proteína animal se valorizaram bastante nos últimos meses, porém, recentemente algumas delas recuaram e acreditamos que o movimento não traduz a realidade. Enxergamos que algumas empresas do setor podem se valorizar no curto prazo. Dessa forma nossa preferência do setor é as ações de JBS (JBSS3).

Unidas: Com a recuperação da economia, o segmento de aluguel de veículos ganhe força com a volta da demanda dos contratos de curto prazo devido às menores restrições de viagens. Somado a isso, a Unidas (LCAM3) seguiu com sua estratégia de fusões e aquisições mesmo com o pior cenário visto na crise, dando a ela vantagem competitiva.

Via Varejo: Os analistas da Toro Investimentos acreditam que o setor de bens de consumo deve continuar mostrando bom resultado, principalmente às empresas que possuem uma maior penetração nas vendas via e-commerce. “Nesse quesito acreditamos que a Via Varejo (VVAR3) pode continuar na trajetória de valorização no preço de suas ações, pois, a empresa além de reportar um crescimento nas vendas no resultado do 2T20, vem focada em aumentar seu market share nas vendas online”, avaliaram.

(Redação – Investimentos e Notícias)